12 de jan de 2012

2012


    Até agora ainda não tinha me posicionado com relação a chegada de 2012.  2011 ainda pairava. Engraçado como nos apegamos aos símbolos e representações; ao que estes parecem significar! Um ano, 12 meses, 4 semanas, 1 dia, 24 horas está ficando limitado pra mim. Compreendo que, um dia, foi necessário a categorização e a divisão das coisas para que melhor pudéssemos entendê-las, mas nossa contagem está indo rápido demais. Cada vez mais, me sinto atemporal. Demorei uns dias para assimilar que o Natal e a ‘virada’ haviam ficado para trás, dentro desta contagem do tempo. Percebi as pessoas falando de suas ‘listas pessoais’. Coisas que querem realizar, alcançar. Agora comecei a pensar nesta lista. O que eu desejo para 2012?
    Percebo cada vez mais a correria em que nos encontramos. Correndo contra o tempo, como se não mais o respeitássemos. O tempo verdadeiro que a vida necessita para se renovar e florescer novos frutos. O mercado produz como nunca, produtos já criados para não durar e induzir ao maior consumo; o sofrimento provocado pela ansiedade - ninguém pode mais esperar - até o tempo virou um mercado.  A diversidade da vida sendo destruída pelo excesso de ego. O individualismo está super valorizado. Em um outro tempo, quando intelectuais se reuniram para questionar o mundo nascia a ideologia da perfeição, do ser auto-suficiente. No entanto, não se prestou atenção que para chegar neste ponto o ser humano teria de saber usar esse conhecimento, que almejava dos mistérios de si e do universo.  Ao invés disso a maioria decidiu, e decide, pelo progresso que custa o equilíbrio da existência de si mesmo, e da biosfera do planeta.
    A consciência humana está em pleno processo de movimento e evolução, disso não podemos esquecer. Esse processo no qual nos encontramos, acima de todo dogma, e do sistema social nunca irá deter o movimento da vida. É muita pretenção achar que iremos destruir o planeta. Podemos sim destruir uns aos outros e a condição de aqui se viver. Não acredito no fim - do mundo - da vida. O processo de humanização, do que significa ser humano, ainda está sendo aprimorado. E, a verdade é que tudo é possível! É possível transformar. Quando não existe o desejo de poder e controle pessoal, a coletividade é possível. É preciso respeitar o tempo da vida.

 
    Bem, mas voltando ao que eu quero para 2012, eu quero consciência! A chave para usar o conhecimento de forma certa, com ação e prudência. Eu quero consciência de mim mesma em primeiro lugar, e assim ter clareza para tomar decisões, eu quero consciência do que está a minha volta, até mesmo da menor criatura para poder respeitar o seu espaço e condições. Eu quero consciência da sociedade em que estou inserida, e assim poder melhor avaliar meu comportamento perante a coletividade e, por coseguinte, agregar. Eu quero consciência dos problemas que o mundo enfrenta. Eu quero consciência psicoecológica. Eu quero consciência política, pois já que vivo em um mundo regido por um governo representativo quero exercer consciente. Eu quero a consciência do amor, conhecê-lo melhor, pois percebo que até a amar precisamos aprender. Eu quero consciência!

Feliz 2012 a todos!

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