16 de out de 2010

A flor que existe em mim

A flor que existe em mim
quando desabrocha diz assim:
Eu sou você.

Sou o teu incomparável
teu imensurável
teu inabalável.
Sou a tua imaginação
tua eterna canção
afago tua alma
com o perfume da crística paixão.

Sou a tua sagrada geometria
tua benção de ser quem és.
 Era apenas uma semente. 
Fui plantada, regada e alimentada dentro do teu ser.
Por vezes, preciso me recolher.
É quando meus espinhos tendes a perceber. 

Nesses meus retrocessos, quando me fecho,
por causa dos meus espinhos
vejo teu ser ferido.
Mas isso é maturidade. 
Por isso, compreendi que o sangrar 
também vigora a terra do bem viver.
Então eu fico mais forte e logo desabrocho
perfumando, novamente, todo o teu ser.

Ja vivi momentos de insurreição
em que pedi à divina criação
para me replantar em outro ser
completo, livre de porquês.

Então comecei a entender
que teus sentimentos, bons ou ruins,
são para o meu florescer.
São eles que alimentam
e me impulsionam a ser, você.

Tua condição de existência necessita questionar
para com o conhecimento conectar.
Mas, completa sois por natureza
filha da terra, do fôlego e do amor;
obra da onisciente criação.

Amada, 
quando tendes teus questionamentos
eu desabrocho dentro do teu ser
trazendo o doce aroma da paz.
Sou tua beleza
que mesmo repleta de espinhos
floresce a cada novo dia
em terra seca, fértil ou fria.

Sou a flor da tua alma
a essência do teu viver
semente da vida
plantada pela divina criação
ser de puro e incondicional paixão;
me permitiu em ti habitar
e o teu ser enfeitar
para naturalmente amar.


Dedicado a Lara Rocha


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