9 de abr de 2012

A mitologia de Deus


Deus é apenas uma idéia para aqueles que insistem em reduzi-Lo(a) a um jogo de lógica com regras lineares. Um sentimento para aqueles que se lembram D'Ele(a) quando se acham sozinhos. Um caminho perigoso para os que tem medo do desconhecido, ou apenas uma palavra para aqueles que O(a) querem entender, assim como foi com o Cristo quando falava de Ágape e sua própria experiência de filiação com o seu Deus.

Cada vez mais eu sinto que a melhor forma de se relacionar com Deus é se permitindo viver com gosto, porque Deus é vida! Viver, Deus, é algo tão sutil e ao mesmo tempo intenso, interno, externo e eterno. Nos desperta os olhos da alma para nossos condicionamentos; para que, em verdade, tenhamos consciência daquilo que de fato nos faz sentir parte de algo maior e coletivo. Assim como Maria de Nazaré, que gerou seu milagre por crer no anjo mensageiro; o invisível que se fez visível dentro da mulher através da conexão com outro espírito. 

A mitologia de Deus, que de tão simples, parece complicada. A resposta se mostra a cada momento: na constância dos exemplos de fé daqueles que transcendem seus medos e desafios, legando exemplos de bondade. Das flores que se abrem apesar do mau tempo e dos espinhos; do planeta que é nossa maior fonte de vida orgânica. Da natureza e seu show mágico, dos astros que solitários brilham em órbitas longícuas. Da consciência, de que daqui nada levaremos a não ser, a nós mesmos.

O contexto histórico mostra que Deus é único para cada ser humano, que de forma particular recebe e dá à vida. Por isso não duvido de que o Amor é o único sentimento capaz de levar o coração humano a  perceber a Deus, de forma coletiva. Não existe um Deus, mas todos em um só. Se Deus é Amor, o Amor é Deus.

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