10 de ago de 2010

O Caminhar



O caminhar tem que ser com paciência e disposição.
Para seguir na jornada da vida só mesmo com amor no coração.
O caminhar tem que ser com atenção.
Atenção no caminho, atenção em si mesmo e no seu irmão.
Se tropeçar levante-se e continue.
Afinal, as pedras do caminho são nossas dúvidas e inseguranças.
Todavia, o tropeço não vem para o mal. Se a cada tropeço uma lição for aprendida mestres seremos, de nossas próprias vidas. As pedras falam, já diziam os mestres em missão.
O caminhar tem que ser com alegria, toda hora e todo dia.
Alegria de existir, de sonhar, de realizar. São tantos os motivos para se alegrar.
O caminhar tem que ser com humildade.
Sem humildade não há valor, mas interesse, troca de favor.
A humildade é o senso de igualdade, que a muito tempo foi perdido pela soberba humana.
Os humildes entendem seu lugar, por isso não roubam e não tiram proveito dos mais fracos. Tampouco se acomodam, compreendem o valor de conquistar.
O caminhar tem que ser sem medo.
O medo é a maior das tentações, gera culpa e desvalorização.
O medo só traz dor e aversão, de si mesmo, do mundo, do outro.
O indivíduo com medo já não consegue prosseguir; quer fugir daquilo que tanto sonha em realizar. Pois se sente descapacitado, com medo de falhar.
O caminhar tem que ser com coragem.
Sem coragem a mente percebe somente as dificuldades, tira o foco do aprendizado e da realidade. A coragem nos determina.
O caminhar tem que ser com criatividade, com expressão.
Energia transformadora é nosso poder de criação.

O caminhar tem que ser com lealdade, acima de tudo a si mesmo e ao seu irmão.
Quando se é desleal com o próximo é, acima de tudo, uma deslealdade consigo mesmo.
Ora! Se a tua conciência não te incomodar, a ti mesmo te enganarás.
O caminhar tem que ser com liberdade.
Forte palavra nesse mundo de gente, conceito profundo ela tem.
Alto é o preço. Feliz aquele que a encontra.
O caminhar tem que ser com responsabilidade, nosso senso de ação.
Caminhar sem responsabilidade é um prato cheio para o egoísmo atuar em vão.
É ter a consciência de que depende de mim e de você, para que as mudanças possam acontecer. É assumir o papel de reverter o mal, que muitas vezes não foi feito nem por mim e nem por você. Se há responsabilidade, o ser trabalha com prazer. Prazer de servir pelo brilho no olhar que está por vir.

O caminhar tem que ser com perdão.
Ainda hoje muitos essa palavra desconhecem, por orgulho ou mesmo por sequidão.
No caminho muitos irão te desagradar, porém não te cabe julgar e sim perdoar de coração.
Se até Jesus no alto da cruz os seus inimigos perdoou, quem somos nós para o dedo apontar quando olhando para dentro de nós mesmos temos assuntos a tratar?
O caminhar tem que ser com gratidão
Não é se sentir em dívida com Deus, com o mundo e com seu irmão; isso é ilusão!
A gratidão não deve; a gratidão é a fé exercida, pela graça muitas vezes não recebida.
É a satisfação de se estar vivo e co-operando.
Estamos caminhando, na esperança de um dia chegarmos à algum lugar.
Esse caminhar representa nossa história, nossa jornada de descobrimento de quem realmente somos, o que queremos, sentimos e como nossas atitudes influenciam a tudo e a todos a nossa volta. Nossa jornada é condicionada à nossas atitudes. Todavia, se ainda não se sabe quel é a missão a resposta é simples, ame. Pois o caminho não é o amor, o amor é o caminho. 

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